O excesso de futuro no corpo
- Silvia Ribeiro Martins
- 27 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de mar.
Ansiedade não é, por si só, um problema. Ela é uma resposta natural do corpo diante daquilo que parece importante, incerto ou ameaçador.
É ela que prepara o organismo para agir, prestar atenção, se antecipar, se proteger. Em muitos momentos, isso é útil. Sem ansiedade, provavelmente estaríamos mais distraídos diante do que exige cuidado.
O ponto é que esse mesmo sistema, que foi feito para nos ajudar a reagir, nem sempre diferencia bem um perigo real de uma ameaça imaginada, antecipada ou repetida dentro da mente.
E é aí que muita gente se perde.
Porque a ansiedade deixa de ser só um sinal de alerta e começa a virar um modo de viver: a mente acelerada, o corpo tenso, a respiração curta, a sensação de que sempre há algo para resolver, prever ou evitar.
Ela é importante quando ajuda a pessoa a se preparar. Ela se torna nociva quando já não protege, só desgasta. Quando traz sofrimento, prende a vida em excesso de preocupação, dificulta o descanso, rouba presença e faz o corpo viver como se o perigo nunca tivesse passado.
No fundo, a ansiedade tenta cuidar. O problema é quando ela faz isso o tempo todo.
E já que chegasse até aqui, faz uma pausa agora.
Presta atenção na tua respiração.Tenta puxar o ar de forma mais profunda, enchendo a barriga antes de soltar. Essa é a lógica da respiração diafragmática: respirar com mais calma, dando ao corpo um sinal de que ele pode desacelerar.
Vamos juntos?

Talvez nem tudo se resolva agora.
Mas isso já pode ajudar o teu corpo a começar a perceber que nesse momento, não há nada de ruim acontecendo e que ele não precisa continuar em alerta. e
iiiuuhc

isa continuar em alerta.



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